domingo, 30 de outubro de 2011

Sitiados, Rockabilly's e umas Chapadas

Não querendo estar a entrar em erros cronológicos (mas penso ter sido neste ano), o meu pensamento viajou para o ido ano de 1994, algures por Julho, na fantástica e longínqua festa de Santa Marinha na Pampilhosa do Botão.














Fui passar o fim de semana da festa em questão, a casa de um amigo da Pampilhosa. Andava todo passado com a ideia de ir ver os grandes Sitiados, banda de enorme sucesso por essa altura, cá no nosso burgo. No dia do tão esperado concerto, lá fomos os dois para o Campo de Futebol Germano Godinho, onde se realizava nesse ano a 'festarola'. Nessa altura não teria eu mais de 13 anos, mas como é festa da terra e não Discoteca com controlo de idades e com proibição de venda de álcool aos petizes, entrei. Depois de ter emborcado uns 2 ou 3 "shot's" ( entre eles concerteza o famoso B'52 e e outros cujo nome me foge agora), e escutando os primeiros acordes dos tão ansiados Sitiados, lá fui eu tentar aproximar-me do palco.
Como era uma espécie de anão na altura, fui-me tentando chegar para a frente do palco para ver a banda mais de perto. Lá consegui o melhor lugar, mesmo em frente ao palco. A esta altura o meu amigo devia estar junto á barraca das cervejas, já com umas quantas frescas no bucho. 

Foi então, meus amigos, que se começaram a ouvir os primeiros acordes da mais famosa musica dos Sitiados, a "Vida de Marinheiro" (desconhecendo eu , que o futuro me reservava conhecer essa mesma vida, felizmente). Foi nessa mesma altura, que começou uma rebaldaria das maiores, com tudo aos saltos e a curtir o som. Foi também nessa altura que me apercebi que mesmo ao meu lado estava um grupo valente de Rockabilly's (sim meus amigos, Rockabilly's: calcinha justa, cabelo da ordem e ar de rufias) , a ensaiar um moche de grandes dimensões.

Eu, na inocência dos meus 13 anos, achei por bem ser solidário e participar na brincadeira. Nunca levei tanto pontapé, 'bofatada', carolos e empurrões na minha vida. Quando acabou a musica andava eu aos rebolões no chão, coberto pó e a sangrar do lábio, com o corpo todo amassado, mas com sentimento de dever cumprido. Era de mau tom estar ali e não molhar a sopa, se bem que levei mais porrada do que dei. Quando acabou a festa, fui para casa, um bocado taralhoco e depois de ter bebido mais 2 ou 3 shot's, mas feliz da vida.

Aos melhores anos da nossa vida e de outros que hão-de vir....

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