Não me recordo concretamente o ano em que ocorreu, mas lembro-me quase perfeitamente dos pormenores caricatos desta situação.
Passando um pouco à frente, já íamos na hora de almoço o tempo começou a ficar mais carregado, as nuvens a aparecer e a chuva a ameaçar. Depois do belo repasto e já com a volta da manhã pela terra efectuada, aproximava-se a hora da procissão e a chuva começou então a cair.
Agora espero não estar enganado, mas acho que foi isto que se passou.
Começou a chover e como é óbvio o nosso maestro nessa altura e por mais alguns anos, o saudoso Maestro Manuel Pleno, tendo em atenção que os instrumentos não deviam apanhar chuva (são caros e a chuva estragaria os instrumentos), achou melhor que não a banda não saísse do salão onde se encontrava para que se pudessem proteger da chuva, assim como os próprios instrumentos.
Nessa altura, depois de umas marchas para acalmar os ânimos e com os populares a acharem que devíamos sair e fazer a procissão, nunca senti aquele cheirinho de que poderiamos levar ali umas vergastadas, como naquele dia. Mas enfim, acho que acabamos por sair e fazer a procissão pois o tempo lá acabou por dar tréguas, a chuva parou e fez-se o serviço. Mas as vergastadas estiveram lá a espreitar. No cantinho... o cherinho no ar!!!
Já no regresso, vínhamos nas auto-estrada que liga Braga ao Porto (provavelmente) e apanhamos um transito descomunal. Parado mesmo. A malta vinha bem disposta e o tema de conversa seria aquela tardada em Vila Verde.
Foi quando o motorista do autocarro se apercebeu que havia um carro que se estava a fazer a uma ultrapassagem pela direita (sendo que o autocarro estava na faixa mais à direita), ou seja , o gajo estava a armar-se em chico-esperto. O motorista cortou-lhe então a passagem. Ouvia-se dentro do autocarro coisas do género "Olha este chico-esperto" e "não deixes passar este bardam****s" (vá, se calhar... foi isto que foi dito). Alguns minutos depois, eu e os outros que estavamos na parte de trás do autocarro, expoente máximo da tagarelice e javardice verbal, apercebemo-nos de algum alvoroço nos bancos da frente´.O individuo do carro tinha finalmente ultrapassado o autocarro e a linha de
frases \ acontecimentos foi esta:
"- Olha lá, o que é que o gajo está a fazer????" - disse alguém.
"- Opá o gajo está a sair do carro????" - disse outro alguém.
"- Epá, que o gajo está armado. E está apontar para o autocarro.!!!" - disse outro alguém pela segunda vez. Se nessa altura estivesse na marinha provavelmente tinha gritado: ABRIIIGGGAAAAA!!!!. Eheheh!!!
Ouve direito a gritinhos e vontade de ir lá fora dar-lhe umas pauladas. Mas ninguém se atreveu a sair como é óbvio... ehehehehe!!!!
Enfim, o gajo lá pensou melhor, arrumou a caçadeira e seguiu viagem. E nós uma história para falar nas semanas seguintes. Que saudades desses tempos!!!!!!!
Aos melhores anos da nossa vida e de outros que hão-de vir....




Uma festa que ainda hoje nos lembramos!!!!
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