segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Viagens 'quase' atribuladas...

 - Esta história é baseada em factos verídicos.

Não me recordo concretamente o ano em que ocorreu, mas lembro-me quase perfeitamente dos pormenores caricatos desta situação.

Numa das muitas saídas que fiz (e fizemos todos os que por lá andávamos nesta altura) como executante da Filarmónica Pampilhosense, fomos para uma localidade, de seu nome Vila Verde ( se não estou em erro ), que fica na zona de Braga. Como era habitual, estas eram as saídas que mais entusiasmo nos davam ( não retirando nenhum valor a todas as outras que fazíamos), porque eram aquelas que nos permitiam sair para fora da nossa zona e que por consequência teríamos de ir 'Autocarro'. Isto dava direito na altura ( hoje não deve ser muito diferente, pois grande parte da malta por lá continua a dar o seu contributo), a sloganes, cantorias, maluqueiras e frases que ficaram para posteridade. Grandes tempos...





Passando um pouco à frente, já íamos na hora de almoço o tempo começou a ficar mais carregado, as nuvens a aparecer e a chuva a ameaçar. Depois do belo repasto e já com a volta da manhã pela terra efectuada, aproximava-se a hora da procissão e a chuva começou então a cair.

Agora espero não estar enganado, mas acho que foi isto que se passou.

Começou a chover e como é óbvio o nosso maestro nessa altura e por mais alguns anos, o saudoso Maestro Manuel Pleno, tendo em atenção que os instrumentos não deviam apanhar chuva (são caros e a chuva estragaria os instrumentos), achou melhor que não a banda não saísse do salão onde se encontrava para que se pudessem proteger da chuva, assim como os próprios instrumentos.










Nessa altura, depois de umas marchas para acalmar os ânimos e com os populares a acharem que devíamos sair e fazer a procissão, nunca senti aquele cheirinho de que poderiamos levar ali umas vergastadas, como naquele dia. Mas enfim, acho que acabamos por sair e fazer a procissão pois o tempo lá acabou por dar tréguas, a chuva parou e fez-se o serviço. Mas as vergastadas estiveram lá a espreitar. No cantinho... o cherinho no ar!!!





Já no regresso, vínhamos nas auto-estrada que liga Braga ao Porto (provavelmente) e apanhamos um transito descomunal. Parado mesmo. A malta vinha bem disposta e o tema de conversa seria aquela tardada em Vila Verde.

Foi quando o motorista do autocarro se apercebeu que havia um carro que se estava a fazer a uma ultrapassagem pela direita (sendo que o autocarro estava na faixa mais à direita), ou seja , o gajo estava a armar-se em chico-esperto. O motorista cortou-lhe então a passagem. Ouvia-se dentro do autocarro coisas do género "Olha este chico-esperto" e "não deixes passar este bardam****s" (vá, se calhar... foi isto que foi dito). Alguns minutos depois, eu e os outros que estavamos na parte de trás do autocarro, expoente máximo da tagarelice  e javardice verbal, apercebemo-nos de algum alvoroço nos bancos da frente´.O individuo do carro tinha finalmente ultrapassado o autocarro e a linha de
frases \ acontecimentos foi esta:
"- Olha lá, o que é que o gajo está a fazer????" - disse alguém.
"- Opá o gajo está a sair do carro????" - disse outro alguém.
"- Epá, que o gajo está armado. E está apontar para o autocarro.!!!" - disse outro alguém pela segunda vez. Se nessa altura estivesse na marinha provavelmente tinha gritado: ABRIIIGGGAAAAA!!!!. Eheheh!!!
Ouve direito a gritinhos e vontade de ir lá fora dar-lhe umas pauladas. Mas ninguém se atreveu a sair como é óbvio... ehehehehe!!!!

Enfim, o gajo lá pensou melhor, arrumou a caçadeira e seguiu viagem. E nós uma história para falar nas semanas seguintes. Que saudades desses tempos!!!!!!!


Aos melhores anos da nossa vida e de outros que hão-de vir....

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